segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Filme narra a realidade de negros gays do Distrito Federal e Entorno

O AFRONTE é um curta-metragem dirigido por Bruno Victor e Marcus Vinicius, ambos estudantes de audiovisual da Universidade de Brasília (UnB). Planejado para durar 15 minutos, o filme será um misto de documentário e ficção e pretende mostrar a realidade ficcionalizada de negros e gays do Distrito Federal e Entorno.

“O Afronte surge num momento em que a cultura e políticas sociais sofrem sérios ataques. Num momento em que cresce um pensamento conservador no país é necessário que grupos que sempre foram ignorados pela sociedade tenham mais visibilidade e mostrem a sua realidade”, observam os cineastas.

Os diretores do filme,
Bruno e Marcus, observam uma representação excessivamente estereotipada e superficial dos jovens gays e negros apresentadas ao longo da História da sétima arte. O projeto emerge da necessidade de mostrar a realidade de maneira sensível e realista, contando vivências de jovens de maneira legítima.

Os dois têm a intenção de trazer a experiência vivida por negros homossexuais para o espectador, com o objetivo de criar uma identificação entre eles. “A maioria da parte ficcional será baseada nos depoimentos da parte documental, no sentido de ilustrar as vivências de um jovem negro gay. Essas duas partes irão se misturar em momentos que os áudios dos depoimentos aparecerão como inquietações e conclusões do personagem ficcional e da interação desse personagem em situações reais com as pessoas que farão parte do filme”, adiantam os realizadores.

A intenção do Afronte é mostrar a importância em assumir a identidade negra e gay. Nesse sentido, o filme torna-se um lugar de trocas de experiências e um ato político, pois pretende estimular a visibilidade desse grupo e mostrar para o mundo a sua realidade.

Os espaços culturais e artísticos têm sido locais onde esses grupos conseguem ganhar visibilidade e mostrar para o mundo a sua realidade. O curta-metragem abre espaço de fala para jovens negros gays que foram subjulgados até o momento na História do Brasil.

Na página oficial do Facebook (veja links abaixo) é possível acompanhar a evolução da produção e mais informações sobre o tema do filme. O trabalho de conclusão de curso dos dois alunos na Faculdade de Comunicação da UnB será realizado de forma totalmente independente por meio de financiamento coletivo, disponível no site Benfeitoria.com.

A meta da produção é captar R$ 15 mil até dezembro. Qualquer pessoa pode ajudar com colaborações a partir de R$ 15. Os recursos captados para o filme serão utilizados em sua maior parte no aluguel de equipamentos e no deslocamento da equipe para as locações. “Outra parte será para a produção da ficção, nessa etapa teremos gastos com locação e direção de arte, além dos equipamentos e alimentação. E por último reservaremos um valor para a pós-produção, temos que nos preocupar com a edição, mixagem e finalização do filme”, estimam os diretores. As recompensas para as colaborações mais generosas incluem colagens feitas pelo multiartista Marcus Póvoa e gravuras do artista brasiliense Ricardo Caldeira.

Os diretores
Bruno Victor tem 25 anos e estudante de audiovisual da Universidade de Brasília (UnB). Entre outros trabalhos, assina a direção de fotografia dos curtas-metragens produzidos no DF, A hora da morte (2015) e o documentário Lima (2015).

Marcus Vinicius Azevedo de Mesquita é professor e cinéfilo. Entusiasta da cultura. Amante da boa música.

LINKS ÚTEIS
Página: https://www.facebook.com/projetoafronte

Teaser do projeto: https://www.youtube.com/watch?v=jf--5zeUUPU

Financiamento coletivo: https://benfeitoria.com/projetoafronte

Contato: docafronte@gmail.com

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