sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Bichectomia

Retirada da gordura interna das bochechas pode ter efeito indesejado 

Nos últimos anos, a busca feminina pela estética perfeita passou a mirar uma parte, até então, pouco explorada. A forma slim, ao que parece, não é desejada apenas nos corpos, mas também nas faces. Inspirada por celebridades como Angelina Jolie e Kim Kardashian, tem sido grande a corrida aos consultórios de cirurgia plástica pela bichectomia.

“A bichectomia se trata da retirada da gordura de Bichat que fica entre a mandíbula e o maxilar. Bichat é o nome do anatomista que descreveu essa bolinha de gordura que temos na parte mais volumosa das bochechas”, explica o cirurgião plástico Múcio Porto. Como ele explica, a gordura de Bichat, para além das questões estéticas de definição e sustentação do rosto, serve como proteção para que se evite morder a mucosa boca durante a mastigação ou acidentes.

O médico esclarece que existe a indicação de caráter, puramente, estético, mas é rara, passando mais por uma questão de preferência do paciente. “O resultado é interessante naquelas pessoas com faces muito volumosas, como se estivessem com caxumba, por exemplo, pois a bichectomia tem o poder de delinear essa face, tornando-a mais harmônica ou angulosa. O que acontece é que a busca deve ser por esse equilíbrio entre as várias dimensões do rosto, e não por um novo padrão de beleza que pode não ser o ideal para todo mundo”, argumenta.

Independentemente, do padrão estético, o cirurgião plástico adverte que o resultado pode ser muito contrário ao que o paciente almeja. “Normalmente, as pessoas querem ficar mais bonitas e jovens e a bichectomia pode acelerar o envelhecimento do rosto em décadas ao passar de poucos meses. Ora, uma das consequências naturais do envelhecimento é o afinamento da face, que acontecerá mais cedo ou mais tarde, e as pessoas estão antecipando este processo”.

A CIRURGIA
Como se trata de um procedimento bastante simples, podendo ser feito até com anestesia local e sedação, percebe-se uma grande disseminação dessa técnica até fora dos consultórios médicos. Mas o ideal é que seja feita com anestesia geral em ambiente controlado”. Através de pequenos cortes no interior da boca, é retirada essa massa gordurosa—normalmente uma esfera maior ou três menores de cada lado do rosto. São necessários poucos pontos. Depois de cerca de uma semana de leve inchaço no local e pouco desconforto, o paciente começa a notar o afinamento da face.

Mas o resultado, mesmo após a cirurgia perfeita, pode ser catastrófico. A médio prazo, de seis meses a um ano, pode haver a indicação de um preenchimento para repor a falta desse tecido. “Todos os nossos tecidos têm um porque de existir, e a retirada da gordura de Bichat, combinada a perda do colágeno, pode ocasionar na queda da face, provocando o envelhecimento precoce que, imagino, seja tudo o que a pessoa que busca a cirurgia não quer”.

Embora acidentes com essa cirurgia sejam pouco relatados, Múcio Porto alerta para a importância de se pesquisar por um bom profissional antes de se submeter à Bichectomia. “É aquela história: é simples, mas, ainda assim, é uma cirurgia e envolve riscos muito mais graves que o descontentamento estético. A gordura de Bichat está localizada num local com muitos nervos e glândulas salivares e se o médico não estiver familiarizado com a anatomia e atingi-los, poderá provocar paralisia facial e/ou deficiência no transporte de saliva.

SOBRE A CLÍNICA MÚCIO PORTO
O médico cirurgião plástico Múcio Porto, mineiro radicado em Brasília desde 1969, é referência em cirurgia plástica no Brasil. Em Brasília, ele fundou a clínica que leva o seu nome. A clínica, instalada em uma residência do Lago Sul, abriga estrutura física e tecnológica para o desenvolvimento do talento de uma equipe multidisciplinar. “Concebemos um espaço voltado para beleza, saúde, relaxamento e autoestima e estamos sempre nos aprimorando”, explica o médico sobre o local que possui unidades de cirurgia estética, cirurgia reparadora, medicina estética, centro de laser, day spa, nutrologia e terapias ortomoleculares.

O Dr. Múcio Porto é Pós-Graduado em Cirurgia Plástica pelo Professor Ivo Pitanguy, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Na clínica de Ivo Pitanguy, o médico foi residente, chefe dos residentes e secretario geral do Centro de Estudos. Ao lado do mestre Pitanguy, publicou trabalhos científicos e realizou cirurgias demonstrativas em grandes congressos médicos. Já palestrou em três continentes e fez estágios no Instituto de Tumores de Gênova, Instituto de Mão em Paris, Universidade de Milão e Genebra, Centro de Videoendoscopia de Baltimore e Clínicas de Cirurgia da Pele, na Filadélfia e em Nova Orleans, nos Estados Unidos. Atualmente, é professor no curso de medicina do Uniceub e viaja o mundo ministrando aulas e palestras através da Academia Ame ricana de Medicina Estética.

Formado pela Universidade Federal de Goiás, é mestrando em Gerontologia pela Universidade Católica de Brasília, Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Estética-- Regional do Distrito Federal--, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, American Academy of Cosmetic Surgery, Sociedade Brasileira de Laser em Medicina, Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, New York Academy of Sciences, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e de outras instituições.






Serviço:
Clínica Múcio Porto
SHIS QL 12, conjunto 2, casa Lago Sul,
(61) 3364 3006
Facebook: ClinicaMucioPorto
Instagram: clinicamucioporto
Brasília - DF

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