terça-feira, 12 de julho de 2016

Ser homem também é difícil

Historicamente, a posição superior masculina foi construída a partir do Patriarcado. O homem passou a ter privilégios, e pensar como um ser humano, acima de qualquer coisa. Principalmente, às mulheres. Qualquer comportamento que fosse ao contrário de uma postura masculina, era colocado em dúvida se o tal era, de fato, homem de verdade.


O homem não podia demonstrar sua sensibilidade, ter admiração por plantas, música, poesia ou qualquer outra coisa que colocasse em dúvida o que era ser homem; tinha que estar pronto para atacar, para sempre vencer, ser forte e corajoso. Não ter medo, não demostrar fraqueza, não ser impotente com as mulheres, não ter dúvidas e acertar em tudo que fizesse. Porque era um único ser superior e inteligente.

“Os homens eram ensinados para o papel que a sociedade desejava. E com isso, passou a ser solitário. Não tinha uma boa convivência com a mulher e não participava do crescimento dos filhos”, explica a psicóloga especializada na saúde do homem, 
Dra. Carla Ribeiro.

Segundo a especialista, embora nossa sociedade tenha mudado bastante, principalmente por causa do movimento feminista, ainda há uma certa padronização do que é ser homem. “Desde pequenos, os meninos são testados a provarem sua masculinidade. "Isso não é coisa de homem", "Homem que é homem não faz isso", "Seja homem...", "Homem não chora". Para serem masculinos, os machos aprendem, em geral, o que não devem ser, antes de aprenderem o que podem ser", comenta a Dra. Carla.

Muitas mulheres atualmente, dizem que os homens de hoje têm um jeito difícil de entender. Porém o que elas também não entendem, é que esse “jeito difícil” é uma consequência de anos de um comportamento limitado ao que a sociedade esperava, inclusive ao que elas, mulheres, também esperavam. O homem de hoje precisa ser reconquistado.

“Devido a dois mil anos de um comportamento enclausurado, na cabeça dos homens atuais, ser carinhoso, é ser ousado; dar atenção, é ser inteligente; demonstrar as emoções, é ser forte; sentir medo, é ser corajoso; ficar triste, e até chorar, é ser criativo; dizer “eu te amo”, é ser decidido; pedir desculpas, é um ato de bravura; dedicar-se a família, é ser responsável; e cuidarda mulher que ama, isso é ser homem de verdade”, finaliza a psicóloga.






Serviço:

Carla Ribeiro
Psicóloga Clínica e Hospitalar voltada para Saúde do Homem
Av. Nelson Cardoso, 1149 - sala 1213, Jacarepaguá (Taquara)
(21) 9.9908-1834
caribeiro.psi@gmail.com
https://www.facebook.com/psicologacarlaribeiroRJ
Rio de Janeiro - RJ.

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