segunda-feira, 25 de abril de 2016

Saiba mais sobre a displasia do quadril

A displasia do quadril é uma patologia do desenvolvimento do quadril que afeta a morfologia óssea da região pélvica e, como consequência, altera também o funcionamento biomecânico da região. Em termos práticos, ocorre um desenvolvimento incompleto do acetábulo (porção da pelve que se articula com a cabeça do fêmur), alterando o desenvolvimento das estruturas articulares e adjacentes ao quadril.

Apresenta-se em diversos graus, desde uma luxação completa já detectada no nascimento até uma sutil deficiência no teto acetabular. Estima-se que uma criança a cada mil nascidas vivas apresente a doença em alguma de suas apresentações, e a ocorrência em ambas as pernas é de cerca de 50%. Suas causas ainda são incertas, mas acredita-se que vários fatores contribuem para o seu surgimento.

As chamadas luxações congênitas do quadril, formas mais graves onde a cabeça do fêmur encontra-se fora do acetábulo, são facilmente reconhecidas na infância e possuem tratamento específico ainda durante o primeiro ano de vida. Contudo, as formas mais discretas passam anos assintomáticas e após algum tempo de aparente desenvolvimento normal, o indivíduo começa a manifestar dores em uma articulação outrora sadia.

A principal apresentação é a queixa de dor articular em pacientes adultos jovens, muitas vezes fisicamente ativos e até mesmo atletas. Com a participação em atividades físicas, o contato entre a cabeça do fêmur e a superfície articular do acetábulo ocorre de forma irregular, sobrecarregando a parte superolateral, gerando instabilidade durante o movimento e causando desgaste acelerado da cartilagem. Além desse desgaste, ocorrem alterações ósseas e das estruturas em volta da articulação.

Além dessas mudanças, podem ocorrer encurtamento da perna afetada, instabilidade articular e sobrecarga das articulações próximas (coluna lombar, sacroilíacas, quadril contralateral e joelho da mesma perna).

Infelizmente a displasia acetabular é uma das principais causas de artrose precoce em pacientes jovens. Quando descoberta precocemente, é possível instituir tratamentos voltados para a correção das alterações e a preservação da articulação natural. Esses tratamentos visam retardar a progressão da artrose e, em algumas situações, evitar o surgimento da degeneração articular. As opções terapêuticas vão desde fisioterapia, exercícios físicos corretivos (treinamento funcional, pilates) e procedimentos cirúrgicos.

Dentro do rol de procedimentos cirúrgicos, temos dois grandes grupos: as cirurgias de substituição articular (onde o quadril é substituído por uma prótese) e as cirurgias preservadoras (osteotomiasfemurais e acetabulares, artroscopia e procedimentos combinados). As substituições são reservadas para casos de artrose já desenvolvida, onde a articulação não apresenta mais condições de salvamento e o paciente apresenta dor e limitação funcional. As cirurgias preservadoras são indicadas em casos onde o distúrbio ainda não afetou a morfologia ou a função, mas o indivíduo apresenta dor no quadril.




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