segunda-feira, 30 de março de 2015

Dieta do DNA, já ouviu falar?

A dra. Priscilla Marcondelli, trabalha com o fitsport também que é excelente.
Por que inúmeras pessoas tentaram várias Dietas sem sucesso? Por que existem tantos tipos de Dieta, e a cada dia, surge uma nova? Por que algumas pessoas “engordam” ao comer “um pedaço de pão” e outras extrapolam e “não aumentam um grama”? Existe um Dieta ideal?

Desde que a pessoa esteja hormonalmente modulada, não possua nenhuma doença subjacente e siga a orientação nutricional prescrita, a resposta a estas perguntas é simples: cada um de nós está geneticamente determinado a ter uma Dieta individualizada! Este deve ser nossa “espinha dorsal alimentar”, à qual serão incorporados todos os demais conceitos da formação profissional dos médicos e nutricionistas.

Com o advento do Projeto Genoma Humano no início deste Século, diversos Centros Universitários de todo o Mundo começaram a se dedicar ao estudo de duas Ciências: a Nutrigenética e a Nutrigenômica. Para simplificarmos as conclusões que temos no momento, a NUTRIGÉTICA se propõe a estabelecer, baseado no DNA, qual a dieta ideal para cada pessoa; A NUTRIGENÔMICA, por sua vez, estuda a influência da Dieta no DNA. Ou seja, caso você opte por ingerir os alimentos que seu perfil genético determina isto pode modificar a expressão gênica de seu DNA fazendo com que você não desenvolva, ou protele o aparecimento de algumas doenças que tem predisposição genética. Entre estas citamos, a título de ilustração, as coronariopatias, o Alzheimer e a Doença celíaca.

A partir de 2007, as Universidades italianas de Ferrara, Bolonha, Milão e Bari iniciaram um estudo multicêntrico, coordenado pela empresa DF Médica (também italiana), com o intuito de desenvolver uma Dieta baseada no perfil genético. Como já dissemos, várias outras Empresas e Centros universitários espalhados pelo Mundo também fizeram isso... 

O grande diferencial é que não basta “decifar” o código genético: é necessário saber quais genes precisam ser analisados e, principalmente, como manipular clinicamente a análise realizada. Sendo assim, médicos de diversas especialidade e nutricionistas estabeleceram quais os parâmetros genéticos seriam esmiuçados e estabeleceram, a partir disso: 

Os seis perfis genéticos alimentares (A, B, C, D, E e F) que se destinam à manutenção do peso ideal (GenoDiet Slim). Estabelece que proporções entre os macronutrientes (proteínas, lipídios e carboidratos) nossos gens determinam que devemos ingerir visando perder massa gorda ou ganhar massa magra. Após mais de 15.000 exames realizados na Europa chegou-se a alguns resultados interessantes. Por exemplo, no Perfil Alimentar B, a proporção de macronutrientes em muito se assemelha à Dieta em Zona de Modulação Hormonal e corresponde a cerca de 20% dos testes realizados; o Perfil Alimentar E está próximo à proporção de macronutrientes preconizada na Dieta Mediterrânea e era o perfil ideal de 47% das pessoas que se submeteram ao teste. Estes resultados explicam, por si só, por que não podemos jamais estabelecer simplesmente qual Dieta é a melhor sem personalizarmos esta escolha de acordo com nosso perfil genético. E mais, também explicam o porquê do “bum” da Dieta Mediterrânea: estatisticamente é a em que mais pessoas geneticamente se enquadram!

Os quatro perfis genéticos alimentares relacionados ao metabolismo de nutrientes indispensáveis à promoção da saúde (GenoDiet Heath). Sendo assim, foram analisadas as principais vias metabólicas genéticas responsáveis pela Detoxificação e stress oxidativo, pela obesidade e pelo metabolismo dos lipídios, folatos, homocisteina, cálcio e vitamina D.

Os quatro perfis genéticos alimentares a que devemos estar atentos e evitar a ingestão, caso estejamos geneticamente predispostos a desenvolver doenças e/ou sintomas a eles relacionados (GenoDiet Sensor):Intolerância à lactose, Sensibilidade ao sal e à cafeína e predisposição genética à Doença celíaca. Saliente-se que pessoas que possuem sensibilidade à cafeína, por exemplo, tem risco aumentado a desenvolver infarto do miocárdio.

Mas de nada adianta também estabelecer os perfis genéticos alimentares a serem analisados se, com tantas variáveis, fica impossível manipulá-las em conjunto para tornar as informações clinicamente viáveis de serem utilizadas. A DF Médica coordenou então, em colaboração com o Departamento de Ciências de alimentos da Universidade de Bolonha, o desenvolvimento de um software chamado NutriDieta. Ele permite que médicos e nutricionistas insiram os dados resultantes do teste Geno Diet, juntamente com os obtidos no exame clínico do paciente, adéqüem sua dieta personalizada a suas preferências e imprimam ao término da consulta um cardápio diário semanal.

Geno Diet é, em nosso entender, atualmente, a Dieta personalizada mais próxima do ideal.




Serviço:
Dra. Priscilla Marcondelli
Doutora em Ciências da Saúde
Mestre em nutrição humana
Especialista em Fisiologista do Exercito
Especialista em Medicina Ortomolecular
(61) 3364.1639
priscilla.nutricionista@gmail.com
www.dfmedica.com.br
Brasília - DF