terça-feira, 3 de março de 2015

Ana Beatriz de Barros é capa da GQ de março

“Quando comecei, me chamavam de gorda”, revela a top.

Prestes a se casar, a top
Ana Beatriz Barros posou para a edição de março da GQ Brasil. Seu marido, Karim El Chiaty, é herdeiro de um dos maiores grupos de turismo de luxo do Egito. Por isso, a festa vai durar três dias, seguindo as tradições árabes. islâmico. “O casamen­to vai ser ecumênico. O pai dele é muçulmano e a mãe, cristã.”, conta. Quando está no Cairo, a modelo troca os biquí­nis por roupas com mangas compridas e zero decote. “É respeito à cultura dos outros; isso não me agride em nada. É lindo também estar coberta.” , diz.

A modelo vem da mesma geração de Gisele Bündchen, Alessandra Ambrosio, Isabelli Fontana, entre outras, que estão há 20 anos no auge. “Quando comecei, olhavam para a minha baby fat(gordura dos quadris típica das adolescentes) e me chamavam de gorda, me dispensavam dos castings. O padrão era magreza, magreza, magreza. Levamos muita porta na cara até vencermos isso”, diz Ana Beatriz.

O assédio era descarado. “Quando eu tinha uns 15 anos, um cara de 50 me mandou flores e um ursinho depois de ter me visto no avião. Outro mais velho ligou para o hotel em que eu estava hospedada”, conta. Há dez anos, outro “candidato” enviou-lhe 1.001 rosas, uma esmeralda de três quilates da Cartier, um voucher de US$ 200 mil para gastar na Louis Vuitton e cartas e mais cartas aterrorizadoras. “Mandei um e-mail e exigi que ele parasse, sob pena de tomar medidas judiciais.” Se uma filha quisesse seguir a profissão, ela barraria. “Pelo menos até os 18 anos. Você tem que manter os pés colados ao chão e não descansar nunca. Isso, aos 17, é, sinceramente, quase impossível.”

Sobre as qualidades que espera de um homem, ela diz que precisa ser inteligente, gentil, educado, engraçado e alto. “E ter pés e mãos bo­nitos, embora eu não tenha exatamente fetiche por pé.”, declara. Quando questionada sobre si mesma, a top diz que surpreende os homens: “Sou ansiosa, passio­nal e fico louca se não me atendem no telefone. Em geral, depois que me conhecem, os homens desfa­zem essa coisa de deusa e veem que eu sou pé no chão. Que eu sou bonita é por dentro mesmo.”, conclui.



Crédito: Richard Ramos