quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Danilo Gentili é capa da GQ de novembro

O comediante Danilo Gentili é a capa da edição de novembro da 'GQ Brasil'. Em entrevista, ele fala sobre a vida antes da fama e a crítica política. Um dos principais nomes do humor no país atualmente, ele desenvolveu a fama de não poupar ninguém, muito menos a classe política. Às vésperas das eleições de 2010, fez o show Politicamente Incorreto. Logo, as piadas do fã de d’Os Três Patetas, dos Irmãos Marx, do Chaves e de Eddie Murphy ganharam atenção do público politizado - e ele, a fama de direitista. “Cresci sob dois mandatos de FHC, dois de Lula, um de Dilma. Há quanto tempo o status quo é esquerdista? Vou fazer piada contra quem? Contra os esquerdistas, óbvio! Quando o comediante entende sua arte, deixa de ter uma reputação a zelar”, diz.

Apesar da aparência confortável diante das câmeras e do assédio, a fama não o perseguiu. Antes de conhecer o palco, trabalhou em gráfica, como vendedor de shopping, propagandista médico, auxiliar administrativo no setor de lixo em uma repartição pública de Santo André. Até que num episódio em que tudo parecia dar errado, decidiu fazer o que gostava.
“Perdi meu pai, seis meses depois, minha irmã. Em seguida, o emprego e uma namorada. O humor sempre foi minha fuga pra essas merdas todas. Não foi religião nem futebol”, conta o paulista de 34 anos. As tragédias não fizeram Gentili despirocar. "O riso é um expurgo biológico para aliviar a tensão. Se você cai e fica todo mundo tenso, a gente ri. O trabalho do comediante é este: criar tensão para aliviá-la depois”, reflete.