segunda-feira, 2 de junho de 2014

Força da Terra nas Quatro Estações

Novo espetáculo de dança da Academia Lúcia Toller será apresentado no Teatro Oi Brasília em duas sessões: neste sábado (7/6), às 20h, e domingo (8/6), às 19h
O Teatro Oi Brasília receberá mais uma vez a Academia Lúcia Toller para duas sessões de seu novo espetáculo de dança, Força da Terra nas Quatro Estações: será neste sábado (7/6), às 20h, e domingo (8/6), às 19h.

Há várias gerações a sociedade banaliza o poder da terra e marginaliza o homem do campo, abolindo praticamente o modelo ancestral de cultura camponesa, seus costumes e valores que durante séculos desfrutamos.

Divulgasse muito a vida consumista das grandes cidades ao mesmo tempo a imagem de um atraso social do homem do campo, mais um simples detalhe o trabalhador rural sofre a falta de tudo, mesmo assim pro duzem muito e pouco recebem.

Eliminando as possibilidades reais de produção de alto consumo do campo as cidades vão se convertendo em grandes monstros da civilização; concentra-se nelas não apenas os aspectos culturais, de ócio, de entretenimento, de Mercado de trabalho, de ocupações, mas também o consumo da produção extrativista e exploradora.

O campo vai ficando vazio, fechando as oportunidades locais de desenvolvimento ao mesmo tempo em que se fomentam políticas de redistribuição dos produtos locais que passam por diversas cadeias de intermediárias até chegarem aos seus consumidores finais das grandes cidades. Esse sistema perverso empobrece o campo e os agricultores e enriquece as transnacionais cada vez mais determinando a falta de oportunidade das gerações futuras.

Como reverter esse processo perverso?
1. Reforçar as atividades educativas, apoiar professores locais, dotar as escolas rurais com mais meios humanos e tecnológicos. Voltadas a manutenção de um modo de vida para as gerações futuras.

2. Transmitir conhecimento e orientações técnicas como: plantar e produzir aos agricultores. Incentivar um sistema mais coeso que cultive a força da terra; incutindo novos valores de redistribuição de riqueza, principalmente, incentivando ao trabalho e fixação na terra acabando com o poder dos grandes latifundiários, promovendo outros modos de produção mais ligado ao consumo responsável ao autoabastecimento de matérias primas locais.

3. Criar políticas de crédito, de micro-crédito para diferentes tipos de produção locais e também criar Seguro de Proteção a safra do ano.

4. Fomentar os mercados e mercadinhos com mercadorias de produção local. Melhorar também as construções e as condições das infraestruturas locais como: água, esgoto, bons colégios e um hospital que funcione.

Dessa forma vai se reformando pouco a pouco o nível de vida dos campesinato. A população as zonas rurais e o controle e soberania alimentar sob os seus produtos em ultima estância, devolver as pessoas o poder da terra e a capacidade de sentir e admirar o potencial que a terra pode oferecer.

A equação é simples, o poder da terra mais o poder do conhecimento formam o Biopoder altamente transformador contribuindo para uma sociedade mais sustentável, justa e humana.






As Estações

As Quatro Estações

Vem a ser a verdade do homem na terra, um potencial que faz nascer a cada instante com infinitas possibilidades de superação e transformação. As quatro estações é tudo que o homem possui.

O movimento das estações é que gera tudo que somos e que conhecemos. Exemplo: uma flor que brota está saindo do nada enquanto uma flor que apodrece está se direcionando ao nada.

O nada representa o potencial o tempo das estações é que nos carrega de um potencial ao outro.


AS CENAS DAS QUATRO ESTAÇÕES.

Inverno
Primeira cena: O inverno está cercado dos seus fieis seguidores: geada, gelo, granizo e neve. Dança das fadas dos seus seguidores, junto com as fadas aparecem dois gnomos que acendem uma fogueira e suas fadas desaparecem aflitas com o calor.

Primavera
Segunda cena: tudo se transforma em flores e o campo coberto de flores. Entra alegremente a primavera. Escoltadas por pássaros, fada das flores e suas danças alegres. Juntam-se as elas as borboletas e os raios de sol aparecem cada vez mais fortes, seus raios são tão fortes que a primavera entra em fuga.

Verão
Terceira cena: corresponde ao verão, representado por um vasto campo de trigo, ondulado ao vento. O campo está salpicado de flores silvestres e papoulas, no meio das quais surgem o espírito do trigo. Exaustas as papoulas dançam e com calor elas caem semi-adormecidas.

Aparece agora as naíades que trazem um véu que simbolizam os regatos, cuja a frescura é procurada pelas flores. O espírito dança com as flores e as naíades. Chegam os faunos e satiros que vem tocando flauta, experimentam capturar o espírito do trigo, mas as flores o protege.

Outono
A paisagem adquiri um aspecto outonal. Bacantes dançam sob as chuvas e folhas secas, juntamente os bacantes, faunos e espírito do trigo formam uma dança frenética. As folhas tombam cada vez mais com grande intensidade e as danças atingem a apoteose.

Num céu negro sentir as constelações estelares. És o poder da terra.


Estações e seus Tópicos
1. O tempo e a verdade do homem
2. Mitos e passagens
3. Figuras versus forças
4. Natureza inquieta.
5. Nascer a cada instante
6. Infinitas possibilidades
7. Transformações
8. Potencial materno
9. O tempo imaginário
10. O tempo devorador da inércia.

Os ingressos, a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), estão à venda na bilheteria do teatro (de terça-feira a sábado, das 13h às 19h - mais informações: (61) 3424-7121).




Serviço:
Força da Terra nas Quatro Estações com a Academia Lúcia Toller
Dia 7 de junho (sábado), às 20h
Dia 8 de junho (domingo), às 19h
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
Pontos de venda: Bilheteria do Teatro Oi Brasília (terça a sábado, das 13h às 19h)
Mais informações: (61) 3424-7121 (bilheteria do teatro), 3443-4015 ou 3244-0291 (Academia Lúcia Toller)
Classificação indicativa: livre