quinta-feira, 12 de junho de 2014

Entenda como funciona a memória e utilize-a a seu favor

Paulo Ribeiro, Especialista em Aprendizado e autor do livro "Os 7 Pilares do Aprendizado: Usando a Ciência Para Aprender Mais e Melhor", explica.
A melhor maneira de estudar e aprender sobre qualquer coisa é entender os princípios por trás dela – e com o aprendizado não é diferente. A partir do momento em que você entende a forma como a mente funciona e armazena as informações, assim como os tipos de memória, o aprendizado se torna algo mais fácil e prático.

Acredita-se que os seres humanos possuem alguns tipos de memória diferentes. O primeiro nível é a memória sensorial: Ela é a nossa conexão com a realidade, ou seja, uma pequena região em que os nossos sentidos, principalmente o sistema auditivo e o visual, mantêm um grande volume de informações. Essa memória é relacionada com a transformação dos estímulos externos - fótons, vibrações, cheiros, etc - em impulsos elétricos, a "linguagem" dos neurônios.

A segunda forma de memória é a “memória de trabalho”. Essa é diretamente ligada a nossa consciência sobre as coisas, ao nosso foco de atenção. Ela só consegue "guardar" entre cinco a nove itens ao mesmo tempo, dependendo da familiaridade com eles.
“Isso explica o porquê das coisas escaparem de nossa atenção quando somos distraídos tentando memorizar um número de telefone, por exemplo”, exemplifica Paulo.

Já a memória de longo prazo, como o próprio nome diz, é o lugar de armazenamento permanente de informações na sua mente - embora certamente ela esteja a mercê de doenças e acidentes com o cérebro. Mesmo o processo natural de envelhecimento não causa danos ao volume de informações que você guarda, apenas reduz a velocidade de recuperação das memórias. 
“Tudo o que você já vivenciou, fez ou pensou na vida está guardado lá. Não só conteúdo relacionado a estudos, mas experiências de vida também. Não há limitações conhecidas à capacidade de armazenamento de informações nessa memória. Ao contrário, quanto mais informações absorvermos, mais fácil será absorver conhecimento futuro”, explica. Porém, se essa capacidade é ilimitada e sem “prazo de duração”, por que esquecemos coisas?

Há dois grandes problemas: carregar o conteúdo nessa memória e a necessidade de utilizar estratégias para recuperar o que foi guardado lá. 
“O principal motivo pelo qual as pessoas esquecem é o fato de elas não aprenderem direito”.
As principais estratégias para transferir o conhecimento para a memória de longo prazo envolve um dos atos relacionados a um C.R.I.M.E:

Chunking: agrupar informações de uma maneira original de modo que o todo a faça sentido;

Repetição: sim, repetição é uma das formas pela qual podemos transferir os conhecimentos da memória de trabalho para a de longo prazo;

Imagens: criar imagens mentais envolvendo a informação a ser guardada;

Mnemônicos: qualquer metodologia que aplicamos de modo consciente a formar memórias de melhor qualidade, como criação de músicas, uso de siglas e afins;

Elaboração: explanar, explicar e abordar o mesmo tópico por vários ângulos, aprofundando o entendimento a respeito.


Para maiores informações, o livro "Os 7 Pilares do Aprendizado: Usando a Ciência Para Aprender Mais e Melhor", explica detalhadamente as formas de memória e como tirar proveito de cada uma delas. Confira: http://aprendizadoacelerado.com/os-7-pilares-do-aprendizado/