terça-feira, 8 de abril de 2014

Genghis Khan

Uma experiência gastronômica que vem do Oriente
Uma nova experiência gastronômica para os amantes da cozinha oriental é a proposta do restaurante Genghis Khan, aberto dia 26 de março, na 214 Norte. O espaço comandado pelos irmãos Mateus e Pedro Takano com o chef Ildeu Monteiro foi buscar na palavra japonesa Nabemono - que significa algo como "juntos em uma só panela" – a inspiração para a criação da casa que quer instigar, além dos cinco sentidos, o prazer de compartilhar momentos felizes em torno de uma boa mesa ao proporcionar ao cliente preparar e personalizar a sua refeição.


O cardápio difere dos japoneses tradicionais. Não há sashimis, sushis ou konis. Três nabemonos são as principais opções da casa que reproduz costumes e tradições da família Takano, inspiradas na maneira como o exército do líder guerreiro mongol Genghis Khan preparava e degustava suas refeições: em recipientes de ferro (no caso dos soldados os chapéus eram usados como grelha) e compartilhadas por muitos ao seu redor. Era o momento para conversas e união entre os soldados. Para os Takano o momento é para o compartilhamento de experiências e de felicidade.

Os nabemonos são apreciados em algumas regiões da China, Mongólia e Japão, esta última terra dos ancestrais dos irmãos Takano. A experiência supera a noção de “feito na hora”. Os alimentos vêm em porções de uma única bocada, prontos para passarem pela panela e serem consumidos assim que atingem o ponto de preferência de cada apreciador. Com uma ampla variedade de vegetais, a refeição fresquinha é também saudável.

O restaurante tem na opção que dá nome a casa, o seu carro-chefe. Filé bovino, filé suíno, bacon, cogumelo shimeji e vegetais (acelga, repolho roxo, bardana, cenoura, ervilha-torta, brócolis, abobrinha, berinjela, quiabo e batata inglesa são os ingredientes de “Genghis Khan”, preparado em uma panela de ferro fundido - feita sob medida - sobre carvão pelos clientes à mesa. Acompanha molho, receita de família criada por Marissol Hiromi Takano, e guardada em segredo há 25 anos. A iguaria tem entre os seus secretos ingredientes alho e shoyo e não contém açúcar, glúten e lactose.

“Sukiyaki” e “Shabu-Shabu” são os outros dois nabemonos servidos no restaurante de 48 lugares – 36 na área externa e 12 na interna - e projeto da dupla de arquitetos Eduardo Saínz (que criou as mesas para encaixe das panelas) e Lilian Glayna em estilo contemporâneo com aço corten e predomínio dos tons cinza e branco com pinceladas de laranja em luminárias, cadeiras e objetos. Filés bovinos, cogumelos shitake, tofu, ovos, macarrão (udon), brócolis, acelga, repolho roxo, cebolinha e ervilha torta – todos crus e frescos – são os ingredientes do “Sukiyaki” do Genghis Khan, que depois de cozidos em caldo espesso a base de shoyo e sake são mergulhados em molho feito com ovo.

Dashi, caldo de hondashi (pó de peixe), katsuobushi (lascas finas de peixe defumado, curado e desidratado), filé bovino fatiado em lâminas, cogumelo shitake, agrião, acelga, brócolis, cebolinha são os ingredientes do “Shabu-Shabu” (algo como ruído da comida na água em uma expressão onomatopéica). Dois molhos, recriações dos tradicionais por Mateus Takano, compõem o prato preparado em uma panela importada do Japão: Ponzu (a base de limão e shoyo) e Missô.

Os três nabemonos têm preço único de R$ 70,00 por pessoa. O enxuto cardápio apresenta ainda, além dos nabemonos, “Yakisoba” tradicional (R$ 23,00) e “Missoshiro” (R$ 5,00). De sobremesa, seis opções. Destaque para o “Ginger Khan” (bolinho de gengibre, calda de limão siciliano e sorvete de creme), R$ 19,00; “Pêra ao sake”, acompanhada de sorvete de creme com a calda de redução do cozimento da fruta (R$ 17,00) e o “Mandyius da Tia Alice” (pão japonês feito com feijão azuki) cinco bolinhos com frutas flambadas, R$ 18,00. As três receitas foram criadas pela dupla Mateus Takano e Ildeu Monteiro e se juntam às outras sobremesas da carta feitas na brasa: “Genghisfrutas” abacaxi e banana assados com creme inglês e mistura de açúcar e canela” (R$ 13,00). “Banana na brasa” (acompanha creme inglês e mistura de açúcar e canela), R$ 13,00 e “Marshmallow na brasa”, nove unidades. Acompanha calda de chocolate (R$ 16,00).

Drinks a base de sakes como capisakes (de morango, maracujá, abacaxi e limão), R$ 13,00; o Gelado da Casa (sake, laranja, limão e capim santo), R$ 14,00 e o Quente da Casa (sake, chá verde torrado, gengibre e pimenta malagueta), R$ 14,00 se somam a Sakes importados do Japão pouco conhecidos no Brasil, Happou (saquê frisante) e Whisky japonês (o Suntory feito de cevada) estão na carta de bebidas com sugestões de harmonização de Antonio Duarte, presidente da Associação Brasileira de Sommeliers – ABS.

Sobre os sócios do Genghis Khan
Os irmãos Mateus Takano (28) e Pedro Takano (32), netos de japoneses, são amantes da gastronomia e compartilham da tradição familiar de priorizar os momentos especiais em torno da boa mesa. Formado em Música na Unesp, em São Paulo, Pedro estará à frente do administrativo do Genghis Khan. Advogado, formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Mateus deixou um renomado escritório de advocacia para cursar aos 25 anos Gastronomia no Iesb. Formou-se, estagiou no Nossa Cozinha Bistrô, mas sempre sonhou em ter um restaurante calcado na filosofia oriental e que preconiza o comer bem, de forma saudável e sem pressa, de acordo com o movimento slow food.

O chef Ildeu Monteiro (59 anos) é pós-graduado em Formação Escolar, lecionou matemática na rede pública de ensino até encantar-se pela gastronomia. Deu aulas de culinária pela Secretaria de Educação e comandou jantares fechados em residências. Foram 30 anos de magistério. Em 2013 formou-se em Gastronomia pelo Iesb tendo como colega Mateus Takano. Desta amizade e compartilhamento de idéias e receitas surgiu o Genghis Khan.



Serviço:
Genghis Khan
SCLN 214, Bloco C, loja 03 - Asa Norte
(61) 9973.0020
De terça-feira a domingo, das 18h30 às 22h30 – apenas jantar
www.genghiskhan.com.br - contato@genghiskhan.com.br
manobristas no local
Brasília - DF