segunda-feira, 10 de março de 2014

Transplante Endotelial

Especialistas do Hospital dos Olhos INOB estão habilitados a realizar o transplante endotelial. Entre os benefícios, garante a recuperação visual do paciente em apenas dois meses.

Os oftalmologistas Renata Magalhães e Pedro Bertino

Sempre atento às novas tecnologias que possibilitem que os seus pacientes enxerguem o mundo, literalmente, com outros olhos, o Hospital de Olhos INOB é um dos pioneiros da técnica de transplante endotelial no Distrito Federal. Os oftalmologistas Pedro Bertino e Renata Magalhães estão entre os especialistas no Brasil habilitados a realizá-la. O Dr Bertino, inclusive, instrui, há mais de quatro anos, outros médicos que desejam aprender o método no Programa de subespecialização em Córnea do Hospital Oftalmológico de Sorocaba, em São Paulo. “Poucos se arriscam a fazer essa técnica, pois o grau de dificuldade para executá-la é, sem dúvida, muito maior”, justifica.

De acordo com Bertino, existem algumas doenças corneanas em que só a sua camada mais profunda está degradada e o restante normal. Então, com o transplante endotelial, pode-se trocar apenas a parte que está comprometida, que, normalmente, é aquela responsável por manter a córnea transparente. 
“Tudo é feito com uma pequena incisão, semelhante à usada na cirurgia de catarata. No lugar de 16 pontos do transplante tradicional são feitos dois ou três”, completa Dra Renata. Segundo ela, os transplantes seletivos de córnea já são a técnica de escolha na maioria dos casos em que há comprometimento parcial do tecido. “Essa é a tendência observada em todos os grandes centros de transplante no mundo”, justifica.

Entre as vantagens do transplante endotelial, afirmam os oftalmologistas, está a de garantir a integridade do globo ocular e diminuir o risco de rejeição do tecido doador, proporcionando uma recuperação visual em cerca de dois meses, enquanto o transplante penetrante ou convencional, que substitui toda a córnea, exige um período de seis meses a um ano. 
“Quase 100% dos que nos procuram no consultório e são candidatos a essa técnica, quando bem orientados sobre os seus benefícios, preferem o transplante endotelial. Diminuir o risco de rejeição e terminar com menos erro refrativo no grau dos óculos, por exemplo, são atrativos muito desejáveis”, salienta Bertino.

Para a realização do transplante endotelial, é necessário o preparo da córnea doadora pelo cirurgião para produzir o fino botão que será posicionado no receptor e os estudos têm mostrado que quanto mais fino esse botão, mais rápida será a recuperação e melhor o resultado visual. Existem algumas técnicas para o preparo da córnea doadora e a mais recente transfere apenas a fina membrana que contem as células endoteliais e esta é a técnica que apresenta o maior número de pacientes com recuperação visual completa ou muito próxima disso, argumenta a médica .

Os médicos, no final de 2013, aperfeiçoaram suas técnicas no Simpósio Internacional do Banco de Olhos de Sorocaba e no Curso de Transplantes Endoteliais do Price Vision Group, realizado em Indianápolis, Estados Unidos.


Sobre o Hospital de Olhos INOB
Fundado em 1994, o INOB tem como sócios os médicos Henrique Magalhães, José Geraldo Pereira, Renato Braz e Daniel Moon Lee. O hospital oferece as especialidades oftalmológicas de catarata, glaucoma, retina, cirurgia refrativa, córnea, estrabismo, plástica ocular, oftalmo-pedriatria e todos os tipos de exames complementares para diagnóstico. Também está entre os primeiros a realizar o transplante endotelial. Além da unidade no Plano Piloto, o hospital está em pleno funcionamento, desde abril deste ano, no Gama, e chama a atenção pela estrutura e qualidade de atendimento.


Serviço:
INOB Brasília - SHLS 716 Centro Clínico Sul Torre II – Térreo | (61) 3298-6060
INOB Gama – Quadra 1 Conjunto G Lote 1 – Setor Sul | (61) 3298-6061
Distrito Federal - DF