segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Zé Carlos, editor do Correio, lança livro no dia 22, no Bar Brahma

A Geração Editorial e o Bar Brahma receberão os convidados do escritor, poeta, jornalista, e editor de Cultura do Correio Braziliense, José Carlos Vieira, para uma noite de autógrafos, bate-papo e muitos brindes, com o chopp mais gelado da Capital. O livro reúne poemas escritos nos últimos três anos e possui uma sutil carga erótica e uma boa pitada de irreverência.

O livro POEMAS DE PAIXÕES E COISAS PARECIDAS conta com ilustração de Carmem San Thiago e HQ de Kleber Sales. A apresentação do poeta é registrado por TT Catalão em aspas abaixo.
“José Carlos Vieira batuca nas teclas para exercer o ofício de jornalista sempre atento em não deixar que o “uso profissional das palavras” vire vício mecânico. Não perde o abuso emocional da palavra quando amiga da linguagem. Volta Zé, em seu dom de ser doce, sem perder o amargo lirismo que rumina a crueza do toque instantâneo do cotidiano.

O rock do Zé não enrola e quer sempre ferir a carne lacerada por amores. O rock do Zé tem ritmo bebop de métrica, pontas de cooljazz na construção formal, dissonâncias psicoelétricas e respingos do mais embriagado bolero quando o sentimento insiste e prefere se jogar na vida para abrir novos cortes. Jamais colecionar cicatrizes.

Esse cotidiano comentado pelo sentimento range feito vinil tinto de vinho. Crepita nas ranhuras da palavra sem deixar também de fluir digital quando lambe-lambe o seu modo singular de beat-hai-kai: estou aqui pra quem não está nem aí! O poeta faz de conta ser punk aposentado só para disfarçar a fúria enjaulada. Descarrega quando menos a esperam.

Na ponta da provocação tem sempre uma “ela” – passageira, ocasional, no entanto merecedora da entrega apaixonada quando a eternidade dura alguns minutos; ela passarela dos desatinos sob controle; ela ponte de prazer ou trava tramela, mas, sempre ela feita de tantas outras elas. Entre pernas o pornô goza o parnaso. Zé não tem zelo por estilos rígidos. É um cara de ritos temperados por sacras orgias. 
“Quer transar eu transo, quer dançar, eu danço. Pro que der e vier, sem perder a nervura”.

Faz tempo que a poesia saltou na cama elástica do jogo e se refez em muitas facas. O verbo corta não para ampliar universos. Retalha para mostrar, em concisa cumplicidade, que tem uma alma suando pelos dedos. Poros abertos ao sol contra porões obscuros das melosas vítimas sentimentais: 
“Para uma plateia de medíocres, só os medíocres sobrevivem tanto nessa vida”.

Entre “pequenos suicídios diários”, José Carlos Vieira não permite que a poesia role frouxa como jogada fácil de oportunistas malabares de ocasião: tece, devagar, para acontecer quando a tal mediocridade vacilar no controle da narcose geral e um raio de lume furar o bloqueio.

Até lá dorme “sem camisa/embrulhado em sua pele/que arrepia/toda vez que mexo/com a língua... E levanta a rapaziada: 
“Aumenta o silêncio aí! quero dançar com meus mortos...”  embranças não são lambanças arrastadas, chororô xerox, a memória da pele reforça a vida que precisa ser reinventada.

Pela poesia do Zé, por exemplo! Na verdade, não temos um nome a zelar, mas um sonho a zerar...”


(TT Catalão, poeta e jornalista)


Serviço:
Lançamento do livro de poesias POEMAS DE PAIXÕES E COISAS PARECIDAS
de José Carlos Vieira
data: 22 de outubro, terça-feira
hora: às 18h30
local: Bar Brahma, 201 Sul, bloco C, loja 33, Asa Sul.
Brasília - DF